Então com experiência clínica, me deparo com o dilema dos caminhos que a libido pode tomar na vida do sujeito onde não necessariamente e obrigatoriamente o ato sexual está incluído nesse trajeto.
O lugar comum do aspecto clínico me direcionaria a concluir que um sujeito sem atração sexual pelo outro poderia sofrer de algum trauma dessa ordem no seu passado, problemas orgânicos diversos ou qualquer acontecimento de ordem neurótica que representasse um bloqueio ou se apresentasse como um mecanismo de defesa de algum conteúdo reprimido. Pode até ser ... são possibilidades que não devem ser descartadas na clínica psicanalítica. Mas existe o aspecto de levar a assexualidade ao patamar de "orientação sexual" (eu chamaria de orientação libidinal) onde o sujeito para expressar sua libido (quero ater meu pensamento no ato sexual para obtenção de prazer e não para a reprodução) se utiliza de outros caminhos que não sejam o ato sexual ...Convívio sem flertes, artes, comida, entre outros ao invés de sexo. Penso que esse aspecto abre precedente para expandir o conceito de conexão entre as pessoas e levar ao conhecimento das pessoas que o trabalho psicanalítico acolhe as mudanças socioculturais.